O thermolifting é um tratamento de infravermelho, não de radiofrequência e não de laser. Na AzulayZanella ele é feito com o Zaffiro, aparelho da Neauvia registrado como dispositivo médico, que trabalha com duas entregas diferentes na mesma sessão.
A primeira é o infravermelho. A luz infravermelha atravessa a superfície e aquece a derme profunda de forma uniforme e progressiva, enquanto a camada de cima é resfriada. Ao chegar perto de 65 graus, as fibras de colágeno e elastina que estavam alongadas pelo tempo se contraem. É por isso que existe um efeito de firmeza perceptível já ao sair da sessão. Junto com essa contração imediata, o calor controlado estimula os fibroblastos, que são as células que fabricam colágeno novo, e favorece a formação de novos vasos no local, o que sustenta a regeneração da pele nos meses seguintes.
A segunda entrega é a hidroesfoliação. Três jatos de microgotículas limpam e esfoliam suavemente a camada mais superficial, o que remove células mortas e melhora a absorção dos ativos aplicados na sequência. Funciona bem como preparo da pele antes do infravermelho e pode ser usada em face, corpo e couro cabeludo.
O thermolifting entra quando a queixa é pele que perdeu firmeza, mas ainda não é caso de cirurgia e a pessoa não quer nem agulha nem afastamento das atividades.
É um procedimento sem corte, sem agulha e sem afastamento, o que faz dele uma boa porta de entrada para quem nunca fez nada e tem receio de começar por algo mais invasivo. Também combina bem com toxina botulínica e preenchimento facial, porque atua numa camada diferente: enquanto esses tratam ruga de movimento e volume, o thermolifting trabalha a qualidade e a firmeza da pele em si. Para quem quer entender as outras opções de tratamento de flacidez, vale conversar na avaliação sobre qual tecnologia faz mais sentido para o seu caso.
Não. As duas aquecem a derme para estimular colágeno, mas a fonte de energia é diferente. A radiofrequência usa corrente elétrica de alta frequência e o aquecimento depende da resistência do tecido. O thermolifting com Zaffiro usa luz infravermelha, que é absorvida pela água da pele. Na prática, são caminhos distintos para chegar ao mesmo objetivo, e a escolha entre um e outro depende do tipo de pele, da área e do que se quer priorizar.
É um dos tratamentos mais confortáveis dessa família. A sensação é de calor progressivo, e a superfície da pele é resfriada durante a aplicação, o que protege a camada de cima e reduz muito o desconforto. Não precisa de anestesia.
Existem dois tempos. O efeito de firmeza pela contração das fibras é imediato, percebido ao final da sessão. O ganho real de densidade e espessura da pele é progressivo, porque depende do colágeno novo que os fibroblastos vão produzir, e se constrói ao longo de três a seis meses. Os dados do fabricante mostram aumento da atividade dos fibroblastos e da elasticidade já aos 21 dias, e ganho de espessura da derme aos 90 dias.
Não. Não há afastamento. A pele pode ficar levemente rosada por algumas horas, e você volta às atividades normais no mesmo dia, inclusive trabalho e compromissos sociais.
Dra. Milena Zanella, CRM-SC 12586Não há recuperação. A pele pode ficar levemente rosada e aquecida por algumas horas depois da sessão, o que passa sozinho. Não há crosta, descamação nem afastamento das atividades. O cuidado é o de sempre: fotoprotetor diário e hidratação.
A sessão de face costuma levar entre 30 e 60 minutos, conforme a área tratada e se a hidroesfoliação é feita junto. O protocolo é definido na avaliação: em geral o thermolifting é feito em série de sessões espaçadas, e não em aplicação única, porque o estímulo de colágeno é cumulativo.
Há um efeito de firmeza imediato, pela contração das fibras de colágeno e elastina aquecidas, e um efeito progressivo de redensificação da pele. Nos dados do fabricante, 21 dias após a sessão houve aumento de 40 por cento na atividade dos fibroblastos e de 25 por cento na elasticidade da pele; aos 90 dias, aumento de 40 por cento na espessura da derme e redução de 53 por cento na profundidade das rugas. Resultados variam conforme idade, grau de flacidez e qualidade da pele de cada pessoa.
O colágeno novo produzido permanece, mas o envelhecimento continua acontecendo. Por isso o thermolifting costuma ser tratado como manutenção periódica e não como procedimento único: sessões de reforço ao longo do ano preservam o ganho. O intervalo ideal é definido na avaliação, conforme a resposta individual.
