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Cicatriz de Acne em Joinville: Como Tratar as Marcas Deixadas pela Acne 2026

Dra. Milena Zanella, CRM-SC 12586 | Atualizado: Agosto 2026 | Leitura: 7 min

Uma das perguntas que mais ouvimos no consultório depois que a acne finalmente passa é: “essa marca fica para sempre?” A pele já não tem mais espinhas, mas a cicatriz continua ali, mais visível à luz do dia ou sem maquiagem. A boa notícia é que cicatriz de acne tem tratamento, mas a resposta certa começa em entender qual tipo de marca você tem, porque cada uma pede uma técnica diferente.

O que é a cicatriz de acne e por que ela se forma

A cicatriz de acne surge quando a inflamação da lesão danifica a estrutura de colágeno da pele e a cicatrização não consegue repor esse colágeno da forma como era antes. Segundo revisão publicada na Burns & Trauma, a inflamação ativa vias que aumentam a degradação de colágeno e elastina na derme ao mesmo tempo em que limitam a reposição dessas fibras, o que resulta na depressão característica da cicatriz atrófica. Quanto mais profunda e mais demorada for a inflamação de uma lesão de acne, maior a chance de deixar marca.

É por isso que a cicatriz costuma aparecer justamente nos casos de acne inflamatória mais intensa, aquelas lesões doloridas, avermelhadas, que demoram semanas para sumir, e não nas espinhas superficiais que somem em poucos dias.

Cicatriz de acne em Joinville: como tratar as marcas deixadas pela acne, AzulayZanella

Um ponto importante: nem sempre é a gravidade da acne que determina se vai deixar cicatriz. Duas pessoas podem ter o mesmo grau de acne e uma cicatrizar bem mais que a outra. A acne tem componente genético forte (estudos com gêmeos mostram herdabilidade de até 85%), e pesquisas recentes mostram que ter parentes próximos, principalmente irmãos, com histórico de acne está associado a maior risco de cicatrizes mais graves, não só de mais lesões. Ou seja, existe uma predisposição que vem de família. É um dos motivos pelos quais consideramos importante tratar a acne o quanto antes: outro fator de risco já bem estabelecido é o atraso no tratamento eficaz, esperar 3 anos ou mais para tratar de forma adequada quase triplica a chance de cicatriz.

Por que tratar: o que a cicatriz de acne resolve na sua rotina

O incômodo raramente é só a marca em si. É reparar na textura irregular da pele embaixo de uma luz mais forte, é a sensação de que o rosto “envelheceu antes da hora” por causa de depressões que a maquiagem não cobre direito, é lembrar de uma fase difícil toda vez que se olha no espelho. Tratar a cicatriz não apaga o passado, mas devolve uniformidade à pele e tira o peso de carregar essa lembrança todos os dias.

  • Textura mais uniforme: suaviza as depressões que criam sombra e dão aspecto de pele irregular.
  • Menos dependência de maquiagem corretiva: com a superfície da pele mais regular, a make de cobertura pesada deixa de ser necessária no dia a dia.
  • Fechar um capítulo: muitas pacientes relatam alívio emocional em não ter mais a cicatriz como lembrete diário de uma fase de acne difícil.

Os tipos de cicatriz de acne (e por que isso muda o tratamento)

Nem toda cicatriz de acne é igual, e é esse o motivo pelo qual “qual laser resolve minha cicatriz” nem sempre tem uma resposta única. A classificação mais usada na dermatologia, publicada no Journal of the American Academy of Dermatology, divide as cicatrizes atróficas em três tipos:

  • Icepick (picada de gelo): marcas estreitas e profundas, como um furo pequeno na pele. São as mais difíceis de tratar com laser isolado.
  • Boxcar: depressões ovais, de bordas bem demarcadas, parecidas com marca de catapora. As mais rasas respondem bem a laser e peeling.
  • Rolling (onduladas): ondulações mais largas e suaves, causadas por fibras que “puxam” a pele por baixo. Exigem tratamento que rompa essa fibrose, como a subcisão.

Existem ainda as cicatrizes hipertróficas e queloides, que são elevadas em vez de deprimidas, e seguem uma lógica de tratamento oposta às atróficas. Por isso a avaliação presencial é o primeiro passo: tratar o tipo errado de cicatriz com a técnica errada é a razão mais comum de resultado frustrante.

Tratamentos disponíveis

Segundo o consenso da American Academy of Dermatology, a combinação de técnicas costuma trazer resultado melhor do que uma abordagem isolada, porque cada uma atua em uma camada diferente da pele:

  • Laser de resurfacing (CO2 ou Erbium, como o 2940): estimula a formação de colágeno novo e remodela a superfície da pele. Meta-análises mostram melhora relevante na maioria dos pacientes, indicado principalmente para cicatrizes boxcar rasas e textura irregular.
  • Microagulhamento: estimula colágeno através de microlesões controladas. Meta-análise com mais de 400 pacientes confirmou melhora significativa da cicatriz, e a AAD reforça que é uma técnica segura para todos os fototipos de pele, inclusive as mais escuras.
  • Subcisão: indicada especificamente para cicatrizes rolling. A técnica rompe, com uma agulha fina, as fibras que ancoram a cicatriz por baixo da pele, liberando a depressão. Estudos publicados no Journal of the American Academy of Dermatology mostram melhora relatada por cerca de metade dos pacientes.
  • Peeling químico localizado (TCA CROSS): aplicado ponto a ponto em cicatrizes icepick, com ácido tricloroacético em alta concentração. Estudo clínico mostrou melhora expressiva na maioria dos pacientes tratados.
  • Preenchimento com ácido hialurônico: preenche a depressão diretamente, com efeito que evolui de forma gradual e pode durar de alguns meses a até 2 anos, dependendo do produto.

Um ponto que vale reforçar: em peles mais morenas ou negras, alguns lasers mais agressivos aumentam o risco de manchas escuras temporárias após o procedimento (hiperpigmentação pós-inflamatória). É exatamente por isso que a escolha da técnica leva em conta o fototipo, não só o tipo de cicatriz, e por que microagulhamento costuma ser uma opção mais segura nesses casos.

Cicatriz já formada é diferente de acne ainda ativa

Um ponto que confunde muita gente: o tratamento da cicatriz só começa depois que a acne ativa está controlada. Tratar a marca enquanto ainda surgem espinhas novas não funciona bem, porque a inflamação ativa continua gerando cicatriz nova ao mesmo tempo em que se tenta corrigir a antiga. Por isso a avaliação sempre começa entendendo se a acne está mesmo estabilizada antes de definir o protocolo estético.

E o inverso também é verdadeiro: segundo a AAD, tratar a acne assim que ela aparece, sem esperar, é a forma mais eficaz de prevenir que uma nova cicatriz se forme. Espremer ou cutucar a lesão aumenta a inflamação local e, com ela, o risco de marca.

Quantas sessões e quanto tempo leva pra ver resultado

Não existe um número fixo, porque depende do tipo de cicatriz, da técnica e da resposta individual da pele. Como referência, protocolos de TCA CROSS costumam usar 4 sessões com intervalo de 2 semanas, e peelings em geral variam de 3 a 5 sessões. Já laser e microagulhamento costumam exigir uma série de sessões espaçadas, com melhora progressiva ao longo dos meses, não de uma vez só. A própria AAD é direta sobre isso: o objetivo realista do tratamento é tornar a cicatriz bem menos perceptível, não fazer a pele voltar a ser exatamente como era antes da acne.

Dói?

Depende da técnica. O peeling químico, mesmo o TCA CROSS aplicado ponto a ponto, não dói na AzulayZanella: usamos aparelhos de resfriamento durante a aplicação que anulam a sensação de ardência e calor. Subcisão e laser são feitos com anestesia local, e o desconforto costuma ser bem tolerado.

Cuidados depois

Fotoproteção rigorosa é obrigatória depois de qualquer um desses procedimentos, principalmente laser e peeling, justamente para reduzir o risco de manchas na pele recém-tratada. Também é comum uma vermelhidão leve nos primeiros dias, que faz parte do processo de estímulo de colágeno.

Quanto custa

Microagulhamento tem valor fixo: a partir de R$ 4.360. Já para laser de resurfacing, subcisão, TCA CROSS e preenchimento, o investimento varia conforme o tipo de cicatriz, a técnica indicada e o número de sessões do protocolo. Na consulta, avaliamos seu caso e apresentamos as opções, sem compromisso e sem pressão.

Como funciona na AzulayZanella

Na AzulayZanella, em Joinville, a avaliação começa identificando o tipo de cicatriz e o fototipo de pele, para indicar a técnica (ou combinação de técnicas) com melhor relação entre resultado e segurança para o seu caso, incluindo subcisão, laser 2940 e peeling a laser. Atendemos pacientes de Joinville, Araquari, Guaramirim e São Francisco do Sul.

Perguntas frequentes

Cicatriz de acne some sozinha com o tempo?

Raramente desaparece por completo sem tratamento. Algumas marcas superficiais clareiam com o tempo, mas cicatrizes mais profundas (icepick, boxcar, rolling) costumam precisar de um procedimento direcionado.

Qual tratamento é melhor para cicatriz de acne?

Não existe um tratamento único melhor para todos os casos. Depende do tipo de cicatriz: rolling responde melhor à subcisão, icepick ao TCA CROSS, e boxcar rasa costuma responder bem a laser e microagulhamento. Muitas vezes o protocolo combina mais de uma técnica.

Posso tratar a cicatriz enquanto ainda tenho espinhas ativas?

O ideal é controlar a acne ativa primeiro. Tratar a cicatriz com a inflamação ainda em curso reduz a eficácia do procedimento e pode gerar marca nova ao mesmo tempo em que se tenta corrigir a antiga.

Peeling para cicatriz de acne dói?

Na AzulayZanella, não. Usamos resfriamento durante a aplicação que anula a sensação de ardência e calor, mesmo em técnicas mais concentradas como o TCA CROSS.

Fontes de referência:
Jacob CI, Dover JS, Kaminer MS. Acne scarring: a classification system and review of treatment options. J Am Acad Dermatol. 2001. PMID: 11423843
Li X et al. Acne-induced pathological scars: pathophysiology and current treatments. Burns & Trauma. 2024. DOI: 10.1093/burnst/tkad060
Alam M et al. Subcision for acne scarring: technique and outcomes in 40 patients. J Am Acad Dermatol. PMID: 15841633
Heng AHS et al. Epidemiological Risk Factors Associated with Acne Vulgaris Presentation, Severity, and Scarring in a Singapore Chinese Population. Dermatology. 2022. PMID: 34062533
Mina-Vargas A et al. Heritability and GWAS Analyses of Acne in Australian Adolescent Twins. Twin Res Hum Genet. 2017. PMID: 29110752
National Guideline Alliance (NICE). Evidence review for risk factors for scarring due to acne vulgaris. NICE Guideline 198. 2021. PMID: 34424629
American Academy of Dermatology (AAD), Acne scars: Overview and Treatment, aad.org/public/diseases/acne/derm-treat/scars
Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), sbd.org.br

Cada tipo de cicatriz de acne pede uma técnica diferente, e é por isso que a avaliação faz toda a diferença no resultado.

Na consulta, avaliamos sua pele e montamos o protocolo ideal para o seu caso, sem pressão.

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